Colaborador também é Stakeholder?!
Me intriga bastante e creio que não só a mim, mas a muitos, a palavra stakeholder. Aliás, não é a palavra, mas a sua incompleta tradução, interpretação ou compreensão. E, por fim, a disseminação consciente da incompleta tradução, somente, para tirar proveitos.
Stakeholder numa ampla tradução podemos dizer que são pessoas ou entidades que afetam ou são afetadas pelas atividades de uma empresa. São partes interessadas numa empresa ou projeto, claro, que cada uma com seus interesses específicos. Temos: acionistas, donos, investidores, fornecedores, associações, sindicatos, comunidade vizinha onde a empresa opera, governo, concorrência, cliente e empregados.
Como empregado, profissional, funcionário, colaborador etc, seja lá a denominação que se dá em cada empresa, acho bastante intrigante ainda ser de pouco conhecimento que os empregados são partes interessadas da empresa, ou seja, fazem também parte dos vários grupos que compõem os stakeholders.
Espero estar errado, mas acho que falta ainda a compreensão que o sucesso da empresa ”depende” da participação das partes e que também é necessário assegurar que as expectativas e necessidades sejam conhecidas e consideradas.
Será que conhecemos em nossa empresa quais são os stakeholders, seus interesses e necessidades? Será que somos contemplados ou contemplamos também os colaboradores?
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Luiz Santiago disse,
29 29UTC Junho 29UTC 2009 às 12:28 pm
Julio Dias,
há estudos que indicam que boa parte das empresas se preocupa com seus funcionários, porém acredito que essas organizações, em significativa proporção, não venham dando a devida atenção aos interesses e às necessidades desse público. Concordo com suas observações.
É sempre um discurso politicamente correto se referir aos ’stakeholders’ como forma de se afirmar que a empresa tem um relacionamento com aqueles que impactam ou são impactados, positiva ou negativamente, por suas atividades. Faz parte do contexto ambiental e socialmente responsável. Quando esse relacionamento realmente ocorre, a empresa demonstra a sua capacidade de “ouvir” e interagir com esses públicos. Surge, então a oportunidade de contribuir ou corrigir processos, ações e até mesmo relacionamentos.
Especificamente quanto aos funcionários, há uma clara evidência que esse público deveria ser o primeiro a ser contemplado nas relações, pois são eles que estabelecem o contato com os demais públicos ou, no processo inverso, representam os que são acionados pelos demais ’stakeholders’.